Traição do movimento ou maturidade profissional?

  Depois de anos usando inúmeras versões de Linux desde o ínicio da Conectiva com seu Guarani até o Ubuntu 11.10 passando por Slackware, Red Hat, Mandrake, Debian, Suse, Fedora, etc… Nesse tempo também adiquiri alguns computadores/notebooks e, a primeira coisa que fazia, era remover o Windows e instalar a distribuição Linux que utilizava no momento.
Dessa vez resolvi arriscar com um MacBook Pro, depois de muita reluta e avaliações, estou utilizando um computador criado pelo senhor Jobs. Dá última vez que procurei um notebook para comprar, pesquisei também a possibilidade de um Mac, mas a diferença do valor falou muito mais alto.
Hoje descobri que essa diferença de valor no passado não valeu tanto a pena. O notebook(1) que adiquiri a um ano e meio atrás no valor de 2799,00 reais hoje vendi por 1100,00 reais. O Mac(2) que pesquisei quando comprei esse notebook estava custando praticamente o mesmo valor com um hardware um pouco inferior. Hoje o mesmo Mac usado conseguiria vender em torno de 1400,00 a 1600,00 reais, talvez até mais dependendo do nível Apple de dependência do usuário, digo, comprador ;).
Não é novidade para ninguém que hoje o hardware de um computador da Apple é o mesmo existente em qualquer PC e o que realmente faz a diferença é o seu sistema operacional.
O motivo que fez com que me aventurasse no “perigoso” mundo Apple se deve ao fato de ter conseguido fazer com que o Ubuntu funcionasse sem problemas em um iMac.
Fiz a instalação “bootando” a partir de um live CD, sem bootcamp removendo completamente o sistema do Jobs.
Alguns “appletards” devem agora estar se contorcendo e falando que meu ato foi um pecado mortal e blá blá blá. Ok, a vida é minha e faço o que quiser!
Após uma semana de uso de Ubuntu no iMac decidi, vou comprar um MacBook Pro. Em dois dias estava retirando o bichinho da caixa.
Não vou falar de acabamento, embalagem e etc.. porque todo mundo está cansado de saber do padrão Apple nestes quesitos. O que realmente me impressionou foi o funcionamento do sistema.
De jeito nenhum virarei um “appletard”, até porque meu celular com Android é tudo de bom. Até agora (3 semanas de uso) não penso em remover totalmente o Lion e colocar o Ubuntu.
O que descobri é que consigo fazer tudo que faço no Ubuntu utilizando o Lion. Todos os softwares (que julgo importante) que utilizo no Ubuntu, tenho no Mac, inclusive o meu TuxGuitar que uso para visualizar, criar e ouvir músicas no formato Guitar Pro. Meu editor padrão é o maravilhoso Vim. Consegui até configurar uma VPN e montar um drive remoto através de sshfs.
Lógico que ainda tem coisas que sinto falta, as vezes o Lion é meio metido e faz algumas tarefas da forma que não queria. Um exemplo é que ainda não consigo “falar” para o Safari sempre perguntar onde quero salvar um arquivo de download. Ele me obriga a definir um diretório previamente, sem chance de trocá-lo no momento do download. Talvez exista alguma forma de fazer isso, mas como novo usário Mac, ainda não consegui. Outro quesito que, inicialmente, incomoda é a falta do teclado brasileiro, apeser de logo você se acostumar.
A impressão que estou tendo até agora usando o Lion é a união do melhor de dois mundos. Ou seja, tenho (em partes) a segurança do ambiente Unix unido a facilidade de uso do ambiente Windows. Quando falo em facilidade de uso, quero dizer algo como, o Audacity não tocar (as vezes nem abrir) quando o TuxGuitar está em utilização. Alguns aplicativos de áudio fazem com que mas nenhum outro programa que usa áudio funcione corretamente. Duas vezes, estava para realizar uma twitcam no estúdio com a banda que toco. Com horário marcado para um público razoável nada de conseguir fazer o microfone funcionar no Ubuntu e as duas vezes tive que apelar para o Windows. Quando utilizava o Slackware muito tempo atrás, fazer um ambiente gráfico funcionar era uma aventura, e quando você ouvia o ruido de conexão de um winmodem funcionar adorava tudo isso. Hoje já não tenho muito saco (ficando velho talvez) para esses problemas, apesar dos problemas serem bem raros, ainda existem e, geralmente, acontecem na hora que você mais precisa.
Não, não consigo ficar sem meu Linux que me ensinou tantas coisas, ainda utilizo e muito ele, é meu principal ambiente, meu habitat e jamais deixarei de utilizá-lo e, sempre que possível,  continuarei a contribuir com a imensa comunidade que ele engloba.
A verdade é que estou ampliando meus horizontes, faz tempo que deixei de ser um xiita (sim já fui um), agora meu foco é no resultado, no usuário, não importa qual sistema operacional utilizei para chegar. Apesar de, inicialmente, direcionar os primeiros esforços no Linux e essa geralmente é a melhor opção.
E para finalizar. Sim, recomendo a compra de um notebook da Apple, o que não recomendo é, usar isso de desculpa para comprar um iPhone ou um iPad, ficar babando ovo da Apple (tornar-se um “appletard”), xingando muito no twitter porque tem instagram para Android. No caso do iPhone, existem grandes opções bem melhores atualmente no mercado, iPad chega ser ridículo a inutilidade dessa gadget. Icloud tem inúmeras opções para os sistemas operacionais mais utilizados.

 

1- Dell Studio 1450
– Intel Core 2 Duo T6600 2.2Ghz 2Mb L2 Cache – 800Mhz FSB
– 4Gb DDR3
– ATI Mobility Radeon HD M92 4500/5100 Series
– 14′ High Definition 720p WLED (1366×768) TrueLife
– 3-Watt (1.5W each) integrated speakers with SRS Premium Sound
– 500Gb SATA
– Blue-Ray Player
– Webcam 2Mp (microfones duplo)
– Wireless
– Bluetooth
– 3 portas USB sendo uma e-SATA
– 1 RJ45 (ethernet) Gigabit
– entrada para cartão SD
– 1 porta HDMI
– 1 porta VGA
– 2 entradas para fone e 1 para microfones

 

2- Macbook Pro (branco)
– Processador Intel Core 2 Duo
– Velocidade do Processador 2.0 GHz
– Bus 1066.0 MHz
– Capacidade do HD 120.0 GB
– Memória RAM 2048.0 MB
– Máximo de Memória 2048.0 MB
-Tamanho da Tela 13.0 ”
-Resolução 1280×800
-Placa de Video NVIDIA GeForce 9400M
-Memória de vídeo 256.0 MB
-Mídias Compatíveis DVD+/-RW
-Protocolos 802,11a/b/g/n
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Novo Ubuntu: Unity ou Gnome?

  A última versão (11.04) do Ubuntu foi lançada. Dentre as novidades e mudanças a principal é a alteração do desktop padrão Gnome para o Unity.
Tenho usado o Ubuntu desde a versão 6.04 e, de todas as novas versões, essa é a que mais me afetou.
Cheguei a pensar que o Ubuntu não estaria mais adequado ao meu perfil de usuário. Não que isso seja um problema no Ubuntu mas sim uma opção minha.
Existem mudanças que ainda vão me fazer arrancar alguns cabelos tais como:
– a remoção dos tty1, tty2, ttyn através dos atalhos ctrl+alt+Fn. Geralmente quando tinha problemas com o X apenas acessava um desses terminais e reiniciava o serviço GDM. Hoje ainda não sei como resolverei sem ter que reiniciar o computador.
– remoção da aba de efeitos nas configurações de aparência do Gnome, caso opto por ele ao invés do Unity;
Por essas e outras mudanças comecei a reclamar muito utilizando e testando sozinho essa nova versão. Foi quando parei e pensei:
-Você agindo como um usuário Windows tentando utilizar o Linux, reclamão e preguiçoso e isso é errado!
O Unity é diferente e muito do habitual Gnome, mas se continuar usando Ubuntu então vou teimar (tentar) no Unity. É óbvio que ele tem muito o que melhorar, não creio que esperar essas mudanças seja o ideal, pretendo estar ágil neste ambiente quando essas mudanças chegarem.
Espero que tenha, no Unity, o retorno da produtividade que tenho com o Gnome o quanto antes, isso fará com que possa focar na exploração  das opções de configurações que, em algum lugar, devem existir 🙂 .
Acredito que mudanças sempre virão acompanhadas de muitas críticas, positivas ou não. Só espero que essas críticas sejam bem aproveitadas pelo pessoal da Canonical.
A única mudança que, na minha opinião, não é aceitável é a estabilidade e o desempenho em relação ao hardware. Esses devem ser preservados ou melhorados, jamais deixados de lado em função de design ou qualquer outro motivo.
Faz um dia que uso o Unity, por enquanto tudo bem.

Criando uma distro personalizada com Remastersys.

Estava precisando criar uma solução completa para a distribuição de um dos sistema da empresa a qual trabalho. Esse sistema precisa de um ambiente completo,  ou seja, um conjunto de aplicações e configurações necessárias para o mesmo ser utilizável.

Dentre minhas pesquisas do Google encontrei o Remastersys. Com esta ferramenta é possível criar uma imagem ISO personalizada para distribuição (meu caso) ou mesmo um backup instalável do seu sistema, exatamente como ele se encontra.
Além de ser o SO personalizado e instalável, esta imagem, é também um live CD/DVD o qual é possível testar antes de instalar efetivamente no computador.
Para criar uma ISO personalizada segui os seguintes passos:
– adicionar o link do repositório do remastersys no seu sources.list:
$ sudo echo “deb http://www.geekconnection.org/remastersys/repository karmic/” >> /etc/apt/sources.list
Este mesmo repositório funciona para o Ubuntu 10.04 (Lucid). Aqui também vale um atento, para o Ubuntu com grub2 (Karmic em diante) é necessário a versão 2.0.13-1 do remastersys caso contrário adicione o repositório de uma versão mais antiga existente no site do projeto.
$ sudo apt-get update && sudo apt-get install remastersys
Após a instalação você pode ir ao terminal e digitar:
$ remastersys
serão exibidas as opções possíveis de utilização. Dentre as existentes, para solução que desejava, utilizei as:
– remastersys dist cdfs: esta opção cria no diretório /home/remastersys/remastersys um sistema de arquivo completo para distribuição em CD/DVD.
– remastersys dist iso custom.iso: esta opção cria a imagem (custom.iso) baseado no sistema de arquivos criado na opção anterior.
Não é necessário executar a primeira opção sempre que desejar fazer uma iso do sistema, esta opção é interessante para fazer algumas personalizações (papel de parede, fundo do menu inicial da iso, etc…) na iso quer será gerada. Após o término da execução do segundo comando existirá o arquivo custom.iso no diretório /home/remasatersys/remastersys.
Algumas observações:
– o arquivo não precisar ser nomeado custom.iso, pode ser qualquer nome .iso;
– o funcionamento é simples quando usa-se o Ubuntu Desktop, com o Ubuntu Server, que não possui interface gráfica e nem a opção de live cd por padrão, pode-se encontrar alguns problemas de percursso.
– sugiro utilizar o VirtualBox para criar o ambiente limpo somente com as aplicações/configurações necessárias para a iso a qual deseja criar.
Referências:

Usando Synergy para compartilhar teclado e mouse

A revista INFO publicou uma ótima dica para compartilhamento de periféricos entre computadores. Dentre os softwares citados o que chamou mais atenção foi o Synergy. Com ele consegui compartilhar o teclado e mouse entre notebook e desktop de forma simples e rápida. É comum utilizarmos a saída VGA do notebook plugando um monitor e “alongando” a área de trabalho. Particularmente, não gosto dessa forma pois, ter que gerenciar a disponibilidade das janelas entre um monitor e outro é um tanto chato.
No Synergy consegui fazer o inverso, compartilho mouse e teclado de forma transparente entre os dois computadores. Para isto basta fazer o seguinte:

Em ambos computadores digite: sudo apt-get install synergy

Após instalação você terá dois aplicativos synergyc (client) e synergys (server).
No computador que será o server crie um arquivo chamado synergy.conf. Você pode salvá-lo em qualquer lugar, para efeito de padronização coloquei o meu em /etc/synergy.conf.
O conteúdo do arquivo deve ser:

section: screens
screen1:
screen2:
end
section: links
screen1:
right = screen2
screen2:
left = screen1
end

Screen1 e screen2 devem ser substituídos pelos respectivos hostname de cada computador. Para iniciar o servidor basta digitar: synergys -f –config /etc/synergy.conf. A opção -f é o modo verbose e serve para verificar se a configuração está correta. Se a configuração estiver ok ela pode ser suprimida. Agora no computador cliente digite: synergyc -f hostname-servidor. A opção -f tem o mesmo efeito que no servidor.
Se tudo ocorreu bem, quando o mouse chegar a extremidade do monitor de um pc ele irá automaticamente “aparecer” no outro pc. Neste momento o teclado também estará disponível para o outro computador. (vídeo abaixo).

Esta forma de compartilhamento considero mais vantajosa pois não deixa um computador ocioso, usufruo de todos recursos disponíveis de forma rápida e transparente.
Vale uma observação, no meu ambiente, tanto meu notebook quanto meu desktop possuem o mesmo usuário com a mesma senha e não precisei utilizar o usuário root (sudo) para iniciar os compartilhamentos, porém, ao executar em um ambiente com usuários diferentes, o compartilhamento só funcionou através do usuário root (sudo).
Outra observação, as máquinas devem se reconhecer na rede via hostname, se você não tem um servidor de dns interno que faça isso, basta adicionar no arquivo /etc/hosts de cada pc o ip e o hostname referente de cada computador. Para testar se as máquinas conversam entre si via hostname, execute um ping passando como parâmetro o hostname ao invés do ip da máquina.

Ex.: ping screen1

Pelo pouco que li no site oficial, perecebi que esta é apenas umas das muitas outras utilidades do Synergy, vale a pena testar novas configurações.

Primeiras Impressões Ubuntu 10.04 (Lucid Lynx)

No final de Abril será lançado oficialmente o Ubuntu 10.04 cujo nome é Lucid Lynx (LTS), apesar disso já é possível atualizar sua versão antiga para esta que está no forno. Foi exatamente o que fiz. Como muitos já leram em diversos blogs, existem inúmeras mudanças destacadas. Comentarei aqui as mudanças e novidades que me chamaram a atenção.
A principal mudança, inclusive a que me fez atualizar antes mesmo do lançamento oficial, foi a sincronização com o iPod Touch (iTouch). Após atualizar a minha antiga versão só tive que conectar o meu iTouch e, ao contrário da versão anterior que nada acontecia além de montar o driver de fotos, o Ubuntu já me questionou se desejava executar o Rhythmbox. Aceitando a sugestão, todas músicas do meu iTouch já estavam disponíveis no software. Selecionei minha biblioteca de músicas do computador e arrastei um albúm qualquer para o meu iTouch listado como media removível. No mesmo instante o display do iTouch exibiu que existia uma sincronização em progresso, “works like charming”. Sincronização terminada fui verificar se as músicas, assim como a capa do álbum estava disponível no iTouch. Pronto! Só com esta novidade ganhei 4Gb de espaço no HD do meu notebook excluindo a máquina virtual do Windows que usava apenas para sincronização com iTunes.
Outra novidade é o novo tema, muitíssimo bonito! Junto com o tema uma mudança que ouvi falar tanto bem quanto mal foi a mudança da posição dos botões de minimizar, maximizar e fechar as janelas. Assim como no Mac OS eles estão do lado esquerdo agora. Confesso que, de imediato, incomodou um pouco até que, certo dia que estava utilizando a versão 9.10 no trabalho, descobri a real finalidade, na minha opinião, desta troca de lado dos botões. Não sei com vocês mas, inúmeras vezes comigo, as notificações atrapalhavam a utilização desses botões pois ficavam exatamento no que eles na vesão antiga.  Utilizando os botões do lado esquerdo isso não acontece, justamente por isso, na empresa, onde não atualizei meu SO ainda, já troquei a posição dos botões para esquerda também. Não sei se foi esse o motivo que o pessoal do Ubuntu alterou a posição dos botões mas esse motivo que descobri justifica sem dúvida.
Falando em notificações, esta é uma outra mudança ocorrida, MyMenu onde ficam todas as notificações de mensagens instantâneas (msn, gtalk, jabber, etc…) e de broadcasting (twitter). O programa padrão de mensagem instantânea, desde a versão anterior, é o Empathy e para twitter é o Gwibber. O Gwibber, da versão anterior para essa nova melhorou muito mas ainda não é o meu preferido, até tentei utilizá-lo por algum tempo logo que atualizei porém, um recurso muito interessante que a maioria dos outros clientes possuem e que não encontrei no Gwibber é o envio de imagens. Não visitei o site do projeto mas acredito que seja algo programado para futuras versões. Outro deficiência, esta já não sei se é do Gwibber ou do sistema novo de notificação por ser uma versão candidata ainda, é que o Gwibber só notificava mensagens que continham @tonismar (meu twitter). Perguntei para algumas pessoas que já estão usando a mesma versão e eles não tiveram esse problema. Já o Empathy como cliente de mensagem instantânea deixa bem mais a desejar pois, querendo ou não, a maioria dos meus contatos ainda usam o programa de mensagens instantâneas do Windows, messenger. A compatibilidade do Empathy com este protocolo é bem precário, não é possível nem mesmo enviar arquivos para seus contatos. Seria interessante a comunidade mirar seus esforços para melhorar essa compatibilidade.
Notei uma melhora na velocidade de Boot considerável também.
Porém, algo que realmente me incomoda e que ainda nesta versão não houve nenhuma melhora, é a lentidão irritante do Nautilus. Possuo uma biblioteca de músicas considerável, também possuo uma considerável lista de filmes e séries. Com Nautilus, simplesmente não consigo acessar esses diretórios, o Nautilus fica tentando até que o processo do Nautilus morre. Minha solução atualmente é utilizar o Thunar como substituto no gerenciamento de arquivos. Ele realiza muito bem esta tarefa é muito rápido. Fica a dica.
No geral estou contente, como sempre, com esta nova versão do Ubuntu, lembrando que estou usando uma versão ainda não oficial e não tive problemas. Diferente das vesões anteriores onde sempre esperava uma ou até duas semanas para atualização desta vez me adiantei. Parabéns mais uma vez para a comunidade, só lamento não ter auxiliado na tradução com fiz em versões anteriores, ando meio ocupado, porém para o 10.10 pretendo participar mais.

Ubuntu 9.10 modem 3G ZTE

Na versão 9.04 do Ubuntu coloquei neste post alguns passos necessários para o funcionamento correto.
Como de costume, fiz exatamente a mesma coisa, a diferença que foi encontrei este software que ajudou bastante.
A única coisa que me deixava irritado era a necessidade de ligar o computador com o modem conectado para ele ser reconhecido como modem e não como driver USB.
Porém hoje, quando fui instalar o Ubuntu 9.10 em um notebook Positivo, toda a instalação foi perfeita, tudo funcionou muito bem, inclusive a placa wireless que no meu Dell Vostro não havia funcionado.
Depois de tudo ok, fui configurar o modem 3g, baixei o MC Manager, executei o programa com o modem conectado no PC. O detalhe importante é que não tinha script no meu udev ainda. Não sei qual foi o motivo, cliquei no ícone do driver do dispositivo que o modem monta e ejetei. Com o MC Manager aberto percebi que após
10 segs o software reconheceu o modem, perfeito!
Foi a aí que tive a idéia de criar uma conexão Mobile no Gerenciador de Rede e, por minha surpresa (na verdade eu já imaginava que ia dar certo), a criação
da conexão foi na forma NNF (next, next e finish). O software já possuia as configurações da Brasil Telecom,  minha empresa de internet 3G, bastou apenas clicar em conectar.
A partir de agora, removi meu script do diretório udev que não permitia ser montado o driver USB assim posso conectar o modem a qualquer momento sem necessitar que o pc esteja desligado. Basta quando, aparecer o driver
do modem, clicar em ejetar e logo ele será reconhecido como um modem. A partir daí é só conectar e ser feliz!
Segue algumas telas da conexão 3g:

Próximo passo, procurar/programar um script que desmonte automaticamente o modem assim que for reconhecido. Muito provável algumas alterações no script que havia do udev irá ser suficiente.

Atualização / Instalação 9.10 Dell Vostro 1310

Este post tem a intenção de mostrar minha experiência na instalação/atualização da nova versão do Ubuntu 9.10. Lembrando que uso Ubuntu desde a versão 5.04 e que já passei várias vezes por atualizações e/ou instalações de novas versões.
Tenho um pc comum e um notebook Dell Vostro 1310. Como de costume, atualizo sempre o desktop primeiro e depois o notebook, seguindo esta sequência, optei pela instalação e não atualização no meu desktop.
Como possuo minha partição home separada da partição root (/), não preciso fazer backups do meu diretório home pois esta partição sempre fica intacta.
Baixei a iso e, via USB Startup Disk Creator no 9.04, criei o “live usb” para instalação. Ao bootar com minha pendriver já me deparei com a nova tela de carregamento e já notei a primeira melhoria, muito, mas muito mais rápido mesmo o boot.
A instalação ocorreu sem problemas nenhum tudo muito rápido, em menos de 30min já tinha meu desktop todo pronto bastando apenas desinstalar o Empathy e colocar o Pidgin ;).
Outra mudança que não me agradou, além da troca do Pigdin, foi um ícone que centraliza os software de comunicação na área de notificação, já removido também.
Ok desktop perfeito! Vamos para o notebook.
No notebook a primeira opção foi a atualização para não perder muitos software que já havia instalado. Comecei o processo de atualização quando chegou no passo de adquirir os pacotes, fui dormir.
Manhã de sábado abro o note, pacotes baixados, vamos para instalação dos pacotes, instalando….
….
instalando blender….
….banheiro…
…café….
…instalando blender opa!

mexo no mouse, nada, ctrl+alt+F1(F2,F3) nada. Dedo no desligar…

…reiniciando, tela de erro que não pode montar as partições (medo)…

…reiniciando novamente agora com live 9.10, ok

e2fsck com todas opções possíveis, nada resolveu.

Ok vamos instalar do zero então.

Boot com pendriver a mesma usada para instalar o desktop:

primeiro problema: sem sinal de wireless Broadcom Corporation BCM4312 802.11b/g, aí fica aquela pergunta “Por quê as coisas deixam de funcionar em uma nova versão?”
Pôxa, coloco o meu cd do 9.04 e a minha interface de rede wireless já sai me pedindo senha, coisa mais linda, se estou atualizando, no mínimo, o que funcionava deveria continuar funcionando, infelizmente neste caso não foi o que aconteceu. Só pensando, se não tenho rede cabeada, como um usuário que compra um pc nas casas bahia vai resolver isso?
Ok rede cabeada conectada, vamos aos famosos drivers proprietários, placa de vídeo  nVidia Corporation G86 [GeForce 8400M GS] nem sinal de aparecer como sugestão para driver proprietário o driver da nvidia, só aparecia o driver da placa wireless.
Ao tentar ativar o driver proprietário da placa wireless nada acontecia, pacotes eram baixados porem voltava para a mesma tela sem estar ativado o driver.
Café para os nervos, pãozinho para alimentar…
Foi quando comia que me veio a seguinte idéia, será que não ficou guardado informações da instalação do Desktop que afetaram a instalação do note, como os drivers. Bom só existia uma forma de descobrir criar um novo boot na usb.
No desktop já com o 9.10, fui criar o boot.

– primeira tentativa, erro.

– formato a usb

– segunda tentativa, erro novamente

– pego outra pendriver

– nova tentativa, erro

Conecto na rede msn com meu pidgin e pergunto para o meu colega (Henrique EMO), cara tenta criar um boot na usb com teu 9.10 por favor e me avisa se tudo ocorreu bem. OK, respondeu ele.

– alguns minutos depois…

– não consegui dá erro.

Pronto mais uma coisa que funcionava e parou de funcionar. Fui obrigado a bootar com meu santo cd 9.04 e criar o boot na usb sem problema algum.

Ok, boot criado, voltando para instalação do note.

Ok sem wireless novamente porém todas opções, inclusive de vídeo, de drivers proprietários estavam lá. Instalação concluída com sucesso, placa wireless, enfim, funcionando e placa de vídeo também.

Próximo passo flashplugin. Abro o firefox acesso o google e simplesmente os vídeos começaram a tocar, diferente da 9.04 que precisava instalar o plugin. Mas como nem tudo são flores. Fiquei surdo? Vídeo que escolhi não tem som? Não, simplesmente o som do vídeo não funcionava, para ter certeza que não era um problema pontual do note, fui no desktop e o mesmo problema ocorreu. Pergunto novamente, o que o usuário que comprou o pc nas casas Bahia vai fazer?
Bom tive que remover o plugin existente e instalar o flashplugin da adobe. Feito isso tudo ocorreu perfeitamente.

Lógico que não troco meu Ubuntu por nada, realmente no meu caso, como usuário avançado, não tenho dificuldades de resolver os problemas encontrados. O problema é quando meus primos e amigos se queixam de que o computador com Windows deles está lento. A primeira coisa que faço é, traz para mim que eu arrumo, instalo o ubuntu e você vai ficar feliz. Realmente é o que acontece, já fiz em alguns e todos ficaram felizes, porém, o que pode acontecer se algum deles fazem a atualização?
Vão correr pra cima de mim e foi por não querer ninguém toda hora me incomodando que instalei o Ubuntu pois sei que uma vez instalado problemas não acontece.
O que quero dizer é que, talvez esse espaço de versões no Ubuntu não seja o suficiente para lançar uma versão completa ou então pouco testada. Digo isso porque, realmente não entendo, como um simples plugin que não sai som não foi percebido anteriormente.
Na minha opinião, se é para lançar assim, então não lança. Sem falar no software para criar o boot na pendriver.

Óbvio que estou no meu note com Ubuntu 9.10 tudo instalado e funcionando escrevendo este post. Fora os problemas que passei, o sistema teve grandes melhorias.
A velocidade na inicialização, o novo login muito bonito mesmo, o novo tema padrão. Sem contar que o microfone interno do note que jamais funcionou com qualquer outra versão funcionou sem problemas algum.
Eu gostei muito das propriedades do volume, mudou completamente e ficou muito melhor. O centro de aplicativos do Ubuntu ficou ótimo, fácil e útil.
Faz 3 dias que estou usando, muito provável  que encontrarei ainda muitas outras melhorias, o foco deste post é a atualização/instalação em breve farei um sobre as melhorias.

Para quem usa o amns para conversar com o pessoal do msn, a versão disponível no repositório (0.98.1) está muito boa. Só não consegui resolver o problema de codificação dos textos no aplicativo. Para mensagens não tem esse problema.

Sempre que atualizei o Ubuntu no Desktop, nunca tive problemas os problemas acontecem sempre no notebook. Sendo assim deixo a seguinte questão no ar:

Não seria interessante dar mais atenção em testes para novas versões neste tipo de equipamento visto que, atualmente, notebook está se tornando muito mais comum que os desktops?

Experiência com novos usuário linux

O site Olhar Digital fez uma boa experiência com o Ubuntu. Apresentaram para dois usuários de Windows, que nunca tinham usado Linux,  a distribuição Ubuntu. Segue o link do vídeo:

http://olhardigital.uol.com.br/central_de_videos/video_wide.php?id_conteudo=9514

Os resultados são bem interessantes para entendermos porque muitos usuários ainda usam o Windows.

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Melhorando o desempenho do Flash no Ubuntu com Firefox

logo_do_firefoxEstas dicas eu achei neste link e resolvi colocar aqui também. São três dicas que melhoram o desempenho do Firefox (Shiretoko) no Ubuntu.
Apesar de ser dito no link que a melhora do desempenho é razoável, para mim a melhora foi substancial. Segue as dicas:

1- Esta dica puxa teu processador para a briga conforme você necessite na hora do Flash. Para isso digite o comando:

    sudo vi /etc/init.d/ondemand

No arquivo, ache a sequência abaixo:

    for $CPUFREQ in /sys/devices/system/cpu/cpu*/cpufreq/scaling_governor
    do
        [ -f $CPUFREQ ] || continue
        echo -n ondemand > $CPUFREQ
    done

Logo abaixo da última linha adicione:

    for $CPU_THRESHOLD in /sys/devices/system/cpu/cpu*/cpufreq/ondemand/up_threshold
    do
        [ -f $CPU_THRESHOLD ] || continue
        echo -n 40 > $CPU_THRESHOLD
    done

Salve e feche.

2- Sim, o Flash suporta aceleração por hardware no Linux, mas temos que aprovar isso, para tal siga os passos a seguir:

    sudo mkdir /etc/adobe
    cd /etc/adobe
    echo "OverrideGPUValidation=true" > /tmp/mms.cfg
    sudo mv /tmp/mms.cfg /etc/adobe/

e por último..

3- Esta é para diminuir o intervalo que o Firefox utiliza para salvar a informação das abas abertar para reabrí-las depois. Aumentar esse intervalo ajuda, também no desempenho. Faça o seguinte: na barra de endereços do Firefox digite about:config após “prometer que será cuidadoso”, no campo Filtro digite: browser.sessionstore.interval dê um duplo clique e, na caixa de texto que abrir, digite um valor maior que o padrão (10000ms = 10s). Eu coloquei 40ms.

Após estes passos, no meu caso, única coisa que fiz para perceber melhora no desempenho e, principalmente no problema do vídeo travando, foi reinicializar o o Firefox. Muitos com “Síndrome de Windows” podem querer reiniciar o PC. Ok, sinta-se a vontade.

Emesene 1.5 com suporte webcam [FUNCIONANDO]

De acordo com o site do Emesene, foi lançada a versão 1.5. A nova versão trás inúmeras melhorias e novos plugins. Dentre eles destaca-se o suporte a Webcam, tão comentado nos últimos dias em relação aos softwares Pidgin e Empathy.

Tentei usar o Pidgin com suporte webcam e não obtive êxito, a mesma coisa com o Empathy. Assim que fiquei sabendo desta nova versão do Emesene fui testá-la.

Baixei a versão compilada para Ubuntu 9.04, a instalação ocorreu sem problemas e o ícone da webcam, que não achei em nenhum lugar no Pidgin, estava lá. Mas nem tudo são flores, ao clicar neste ícone recebia a mensagem que não possuia a biblioteca libmimic. Depois de muito procurar encontrei um pacote .deb para instalar a libmimic. Após instalação ainda sim o Emesene teimava em dizer que não encontrava essa tal de libmimic.

Olhando o forum da comunidade do Emesene encontrei este tópico que, apesar de não resolvido no site, para mim funcionou perfeitamente. Os passos que executei foram:

– baixar e descompactar o pacote tarball do Emesene

– acessar o diretório descompactado e executar python setup.py build_ext -i (da mesma forma que está no forum)

neste momento ocorreram dois problemas:

o primeiro, meu link python estava apontando para o python2.6 e, ao executar o comando acima, alguns erros foram reportados de incompatibilidade de versão dos fontes do Emesene;

– alterei o comando para python2.5 setup.py build_ext -i

– ocorreu um erro mais simples, acusando ausência do arquivo Python.h. Para solucioná-lo instalei o pacote python-all-dev (apt-get install python-all-dev)

– executei o comando novamente com sucesso e pude verificar a libmimic criada no diretório raíz dos fontes do Emesene

O próximo passo foi executar o Emesene com o comando: ./emesene e tudo funcionou perfeitamente.

Ressalvas:

– a qualidade da imagem bem inferior em comparação com a qualidade da imagem usando o Amsn, porém como no próprio site do projeto avisa, é uma funcionalidade em fase experimental, acredito que muitas melhoras virão.

– assim como o Amsn o Emesene só conecta na rede msn.

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