Criando uma distro personalizada com Remastersys.

Estava precisando criar uma solução completa para a distribuição de um dos sistema da empresa a qual trabalho. Esse sistema precisa de um ambiente completo,  ou seja, um conjunto de aplicações e configurações necessárias para o mesmo ser utilizável.

Dentre minhas pesquisas do Google encontrei o Remastersys. Com esta ferramenta é possível criar uma imagem ISO personalizada para distribuição (meu caso) ou mesmo um backup instalável do seu sistema, exatamente como ele se encontra.
Além de ser o SO personalizado e instalável, esta imagem, é também um live CD/DVD o qual é possível testar antes de instalar efetivamente no computador.
Para criar uma ISO personalizada segui os seguintes passos:
– adicionar o link do repositório do remastersys no seu sources.list:
$ sudo echo “deb http://www.geekconnection.org/remastersys/repository karmic/” >> /etc/apt/sources.list
Este mesmo repositório funciona para o Ubuntu 10.04 (Lucid). Aqui também vale um atento, para o Ubuntu com grub2 (Karmic em diante) é necessário a versão 2.0.13-1 do remastersys caso contrário adicione o repositório de uma versão mais antiga existente no site do projeto.
$ sudo apt-get update && sudo apt-get install remastersys
Após a instalação você pode ir ao terminal e digitar:
$ remastersys
serão exibidas as opções possíveis de utilização. Dentre as existentes, para solução que desejava, utilizei as:
– remastersys dist cdfs: esta opção cria no diretório /home/remastersys/remastersys um sistema de arquivo completo para distribuição em CD/DVD.
– remastersys dist iso custom.iso: esta opção cria a imagem (custom.iso) baseado no sistema de arquivos criado na opção anterior.
Não é necessário executar a primeira opção sempre que desejar fazer uma iso do sistema, esta opção é interessante para fazer algumas personalizações (papel de parede, fundo do menu inicial da iso, etc…) na iso quer será gerada. Após o término da execução do segundo comando existirá o arquivo custom.iso no diretório /home/remasatersys/remastersys.
Algumas observações:
– o arquivo não precisar ser nomeado custom.iso, pode ser qualquer nome .iso;
– o funcionamento é simples quando usa-se o Ubuntu Desktop, com o Ubuntu Server, que não possui interface gráfica e nem a opção de live cd por padrão, pode-se encontrar alguns problemas de percursso.
– sugiro utilizar o VirtualBox para criar o ambiente limpo somente com as aplicações/configurações necessárias para a iso a qual deseja criar.
Referências:

Quantidade não é qualidade [parte 2]

No primeiro post sobre este assunto eu opnei sobre o grande números de distribuições de “fundo de quintal”, não generalizando óbvio, que vem aparecendo ultimamente. Em função disso resolvi tentar entrar em contato com os mantenedores dos projetos. Mandei um e-mail fazendo algumas perguntas em relação a distribuição, qual o objetivo, qual a vantagem, onde se diferenciam, etc… Tentei entrar em contato com 5 dessas distribuições e apenas duas me responderam. Um dos  que responderam não era o mantenedor apenas quem noticiou a release da distribuição. Não é relevante quem ou quais distribuições responderam. Vale salientar que quem respondeu as respostas foram satisfatórias, apesar de eu discordar de algumas opiniões. O que ficou claro é que, se tentei mostrar interesse por esses projetos e não fui ouvido na maioria,  o que posso esperar dessas distros? Excluindo os que responderam que foram bem convincentes em relação aos objetivos das suas respectivas distribuições.

Apesar de existirem bons projetos ainda prefiro utilizar distribuições já difundidas na comunidade por serem bem mais estáveis que pequenas distros.

Agradeço aos que responderam pela atenção despreendida. E deixo no ar a questão da qualidade x quantidade.

O problema dos notebooks com Linux

Hoje em dia não é novidade alguns notebooks terem a opção de virem com o Linux pré instalado. Para muitos a única vantagem é a redução do valor do produto enquanto para outros é a porta para o mundo livre. Nas “condições normais de temperatura e pressão” a venda de portáteis com Linux deveria ajudar a disseminar o sistema operacional livre. Infelizmente todos nós sabemos que, o que acaba acontecendo, é o primo do vizinho formatar e instalar o XP piratation edition.

De quem é a culpa?

Na minha opinião a culpa está dividida entre o usuário e a empresa que instala o Linux no portátil.

Por que o usuário? A grande maioria dos usuários não são adaptáveis a mudança na realidade, preguiçosos. Preferem correr o risco de pegar vírus, reinstalar o sistema de 3 em 3 mêses. É uma pena que a maioria dos usuários não percebem as inúmeras vantagens de usar uma distribuição Linux. Quando usuário compra um pc com Windows instalado qual é a primeira coisa que ele faz, dependendo do usuário é plugá-lo na internet e baixar as atualizações (300Mb :)) de segurança entre outras atualizações, mas a maioria dos usuários ligam para os conhecidos para conseguir um cd com o Office. Se fosse uma distro linux com certeza ela já teria o pacote Br Office instalado. Esta é uma vantagem dentre outras existentes.

Por que a empresa que instala? A maioria das distribuições instaladas nos notes não são as distribuições mais difundidas e, na sua grande maioria, a instalação é feito de forma incompleta. Um colega comprou um notebook Positivo o qual a instalação não reconhecia a placa wireless e também não reconhecia a webcam. Aí fica a questão. O usuário que está saindo do XP faz o que nesta hora? Um usuário leigo compra um computador e quer sair usando, com toda a razão. Agora imagina um usuário tendo que pesquisar em fóruns como ligar a webcam do computador que recém comprou. É nesse momento que entra o primo da vizinha instalando o XP e, ao menos por uns 3 mêses, fazendo tudo funcionar. Talvez uma maior atenção na pré instalação da distribuição que vai ser vendida ajudaria os usuários que adiquirirem esses pcs não terem que recorrer ao sistema operacional de tapa olho.