E mais um FISL se foi

E mais um Fórum Internacional do Software Livre chega ao final. Como todo ano, houveram palestras para todo os gostos, umas de ótima qualidade e outras nem tanto. Não gosto de criticar palestras e nem palestrantes pois, acho um ato de muita coragem se colocar a frente de um  grupo de pessoas, em sua grande maioria muito bem qualificada, sujeito a ser “massacrado” por expor o conteúdo que propôs. Quanto aos stands, percebi a falta de inúmeras empresas que vinha acompanhando o FISL anos e que não estavam presente. Das palestras que assisti a que mais me chamou atenção foi sobre testes usando Django com o Adriano Petrich. Foi uma palestra dinâmica com início meio e fim, muito bem estruturada, de conteúdo claro e muito bem explicado. O palestrante mostrou que dominava o assunto expondo suas opiniões a respeito do conteúdo e explicando o motivo destas opiniões. O ponto negativo da palestra é a falta de educação de pessoas que preferem ficar batendo papo ao contrário de ouvir o conteúdo sendo transmitido.

Apesar de assistir apenas ao último dia do mini curso Ruby on Rails percebi, também, um ótimo domínio do palestrante e a palestra fluiu muito bem. Outra palestra interessante foi sobre a escolha de ferramentas (frameworks) certa para uma determinada tarefa. Na realidade esta palestra não agregou muito, todo bom desenvolvedor sabe que existem ferramentas ótimas para realizarem determinadas tarefas enquanto que estas mesmas ferramentas não são as mais indicadas para outras. A palestra foi boa para atualizar quais as ferramentas estão sendo usadas atualmente.
Um fato que talvez deva ser levado mais em conta na hora de montar a grade do FISL 12 é com relação aos títulos das palestras. Muitas palestras que assisti o título não deixava claro o conteúdo da palestra, esta última citada acima é um bom exemplo. O nome da palestra era “Como ganhar dinheiro com Python.” enquanto que na realidade o foco não foi em dinheiro e sim qualidade/tempo e também não só em python. Acredito que uma maior atenção nos títulos fariam com que diminuisse o número de pessoas que reclamam de palestras.
Em resumo, como sempre, o FISL foi muito bom e já deixa saudades, o pessoal é sempre muito animado e companheiro apesar de ter um número menor de inscrito não senti diferença com relação a quantidade ao público nas palestras/stands tirando o primeiro dia que a área de stands não estava liberada.
E que venha FISL 12!
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Usando Synergy para compartilhar teclado e mouse

A revista INFO publicou uma ótima dica para compartilhamento de periféricos entre computadores. Dentre os softwares citados o que chamou mais atenção foi o Synergy. Com ele consegui compartilhar o teclado e mouse entre notebook e desktop de forma simples e rápida. É comum utilizarmos a saída VGA do notebook plugando um monitor e “alongando” a área de trabalho. Particularmente, não gosto dessa forma pois, ter que gerenciar a disponibilidade das janelas entre um monitor e outro é um tanto chato.
No Synergy consegui fazer o inverso, compartilho mouse e teclado de forma transparente entre os dois computadores. Para isto basta fazer o seguinte:

Em ambos computadores digite: sudo apt-get install synergy

Após instalação você terá dois aplicativos synergyc (client) e synergys (server).
No computador que será o server crie um arquivo chamado synergy.conf. Você pode salvá-lo em qualquer lugar, para efeito de padronização coloquei o meu em /etc/synergy.conf.
O conteúdo do arquivo deve ser:

section: screens
screen1:
screen2:
end
section: links
screen1:
right = screen2
screen2:
left = screen1
end

Screen1 e screen2 devem ser substituídos pelos respectivos hostname de cada computador. Para iniciar o servidor basta digitar: synergys -f –config /etc/synergy.conf. A opção -f é o modo verbose e serve para verificar se a configuração está correta. Se a configuração estiver ok ela pode ser suprimida. Agora no computador cliente digite: synergyc -f hostname-servidor. A opção -f tem o mesmo efeito que no servidor.
Se tudo ocorreu bem, quando o mouse chegar a extremidade do monitor de um pc ele irá automaticamente “aparecer” no outro pc. Neste momento o teclado também estará disponível para o outro computador. (vídeo abaixo).

Esta forma de compartilhamento considero mais vantajosa pois não deixa um computador ocioso, usufruo de todos recursos disponíveis de forma rápida e transparente.
Vale uma observação, no meu ambiente, tanto meu notebook quanto meu desktop possuem o mesmo usuário com a mesma senha e não precisei utilizar o usuário root (sudo) para iniciar os compartilhamentos, porém, ao executar em um ambiente com usuários diferentes, o compartilhamento só funcionou através do usuário root (sudo).
Outra observação, as máquinas devem se reconhecer na rede via hostname, se você não tem um servidor de dns interno que faça isso, basta adicionar no arquivo /etc/hosts de cada pc o ip e o hostname referente de cada computador. Para testar se as máquinas conversam entre si via hostname, execute um ping passando como parâmetro o hostname ao invés do ip da máquina.

Ex.: ping screen1

Pelo pouco que li no site oficial, perecebi que esta é apenas umas das muitas outras utilidades do Synergy, vale a pena testar novas configurações.

Primeiras Impressões Ubuntu 10.04 (Lucid Lynx)

No final de Abril será lançado oficialmente o Ubuntu 10.04 cujo nome é Lucid Lynx (LTS), apesar disso já é possível atualizar sua versão antiga para esta que está no forno. Foi exatamente o que fiz. Como muitos já leram em diversos blogs, existem inúmeras mudanças destacadas. Comentarei aqui as mudanças e novidades que me chamaram a atenção.
A principal mudança, inclusive a que me fez atualizar antes mesmo do lançamento oficial, foi a sincronização com o iPod Touch (iTouch). Após atualizar a minha antiga versão só tive que conectar o meu iTouch e, ao contrário da versão anterior que nada acontecia além de montar o driver de fotos, o Ubuntu já me questionou se desejava executar o Rhythmbox. Aceitando a sugestão, todas músicas do meu iTouch já estavam disponíveis no software. Selecionei minha biblioteca de músicas do computador e arrastei um albúm qualquer para o meu iTouch listado como media removível. No mesmo instante o display do iTouch exibiu que existia uma sincronização em progresso, “works like charming”. Sincronização terminada fui verificar se as músicas, assim como a capa do álbum estava disponível no iTouch. Pronto! Só com esta novidade ganhei 4Gb de espaço no HD do meu notebook excluindo a máquina virtual do Windows que usava apenas para sincronização com iTunes.
Outra novidade é o novo tema, muitíssimo bonito! Junto com o tema uma mudança que ouvi falar tanto bem quanto mal foi a mudança da posição dos botões de minimizar, maximizar e fechar as janelas. Assim como no Mac OS eles estão do lado esquerdo agora. Confesso que, de imediato, incomodou um pouco até que, certo dia que estava utilizando a versão 9.10 no trabalho, descobri a real finalidade, na minha opinião, desta troca de lado dos botões. Não sei com vocês mas, inúmeras vezes comigo, as notificações atrapalhavam a utilização desses botões pois ficavam exatamento no que eles na vesão antiga.  Utilizando os botões do lado esquerdo isso não acontece, justamente por isso, na empresa, onde não atualizei meu SO ainda, já troquei a posição dos botões para esquerda também. Não sei se foi esse o motivo que o pessoal do Ubuntu alterou a posição dos botões mas esse motivo que descobri justifica sem dúvida.
Falando em notificações, esta é uma outra mudança ocorrida, MyMenu onde ficam todas as notificações de mensagens instantâneas (msn, gtalk, jabber, etc…) e de broadcasting (twitter). O programa padrão de mensagem instantânea, desde a versão anterior, é o Empathy e para twitter é o Gwibber. O Gwibber, da versão anterior para essa nova melhorou muito mas ainda não é o meu preferido, até tentei utilizá-lo por algum tempo logo que atualizei porém, um recurso muito interessante que a maioria dos outros clientes possuem e que não encontrei no Gwibber é o envio de imagens. Não visitei o site do projeto mas acredito que seja algo programado para futuras versões. Outro deficiência, esta já não sei se é do Gwibber ou do sistema novo de notificação por ser uma versão candidata ainda, é que o Gwibber só notificava mensagens que continham @tonismar (meu twitter). Perguntei para algumas pessoas que já estão usando a mesma versão e eles não tiveram esse problema. Já o Empathy como cliente de mensagem instantânea deixa bem mais a desejar pois, querendo ou não, a maioria dos meus contatos ainda usam o programa de mensagens instantâneas do Windows, messenger. A compatibilidade do Empathy com este protocolo é bem precário, não é possível nem mesmo enviar arquivos para seus contatos. Seria interessante a comunidade mirar seus esforços para melhorar essa compatibilidade.
Notei uma melhora na velocidade de Boot considerável também.
Porém, algo que realmente me incomoda e que ainda nesta versão não houve nenhuma melhora, é a lentidão irritante do Nautilus. Possuo uma biblioteca de músicas considerável, também possuo uma considerável lista de filmes e séries. Com Nautilus, simplesmente não consigo acessar esses diretórios, o Nautilus fica tentando até que o processo do Nautilus morre. Minha solução atualmente é utilizar o Thunar como substituto no gerenciamento de arquivos. Ele realiza muito bem esta tarefa é muito rápido. Fica a dica.
No geral estou contente, como sempre, com esta nova versão do Ubuntu, lembrando que estou usando uma versão ainda não oficial e não tive problemas. Diferente das vesões anteriores onde sempre esperava uma ou até duas semanas para atualização desta vez me adiantei. Parabéns mais uma vez para a comunidade, só lamento não ter auxiliado na tradução com fiz em versões anteriores, ando meio ocupado, porém para o 10.10 pretendo participar mais.

Trocando Gnome por KDE (parte 1)

Um dias desses olhando o ambiente de trabalho de um colega notei que este usava o KDE. Além da bonita aparência, o desempenho me chamou bastante atenção pois, sabia que ele possuia uma configuração de hardware inferior a minha e o KDE não parecia estar “sugando” seus recursos. Não que tenha problemas de desempenho com o Gnome mas, um dos motivos que me afastou do KDE um tempo atrás foi o seu desempenho, o Gnome sempre foi mas eficiente neste quesito ao meu ver. Abstraí todos meus “preconceitos” e executei o comando:
# apt-get install kubuntu-desktop
Depois da instalações de vários softwares o ambiente KDE estava pronto para ser usado. Efetuei logout e iniciei a sessão com o Kde. Já de cara percebi a diferença com relação ao Gnome e sabia que ia ser interessante (talvez dolorosa) a adaptação. Algo que incomodou bastante inicialmente, foi o fato de que o KDE vem como padrão o clique único para executar aplicativos, acessar diretórios e etc…
Apesar de ser possível alterar essa configuração optei por deixá-la já que queria me adaptar ao Kde, não queria um Kde com cara de Gnome. Outra diferença notável é o painel único na parte inferior do desktop, ao contrário do Gnome, onde uso um painel inferior e outro superior. Muitos até podem alegar dois painéis uma perda de espaço, para mim funciona bem, deixo a painel inferior apenas com as janelas dos software que estou utilizando e informações de hardware, enquanto no painel superior fica os menus e o trayicon. Desta forma as informações das janelas minimizadas ficam legíveis. Porém, pelo mesmo motivo que a opção do clique, deixei um único painel. No Gnome, uso muito o gnome-do, a facilidade de executar programas através deste aplicativo é enorme. No KDE temos essa opção também, através de outro software, o que me facilitou muito na hora de executar um programa, não causando dificuldade de adaptação.
O visual do KDE é muito bonito e facilmente altera-se entre um tema e outro, assim como é fácil adquirir novos temas. A integração com os temas disponíveis on line facilita bastante, ao contrário do Gnome que preciso acessar o art.gnome.org ou gnome-look.org, efetuar o download e depois instalar. Em compensação o Gnome é melhor na personalização dos temas, no KDE desisti de instalar bordas de janelas diferentes, pois todos as buscas que fiz me levaram a compilações etc… Sem discussões, precisar compilar algo para se ter uma borda diferente? Não me serve. Ok, desktop com a aparência quase a minha desejada, não teve jeito de colocar borda diferente das disponíveis.
Temina aqui a primeira parte desde post. Próximo post falarei sobre o dia-a-dia usando o KDE, aplicações padrões, etc…
Até mais.

Usando JDownloader para baixar arquivos automaticamente

Bom, para quem acompanha (va) o blog, percebeu que ele tirou férias no final de Dezembro e, até então, mais nenhum assunto foi publicado. Na verdade andei envolvido com bastante coisas particulares o que me distanciou daqui.
Agora estando de volta vamos iniciar com uma dica para downloads em sites de disco virtual. Com a maioria dos grandes trackers de torrents ultimamente fechados, processados ou bloqueados, tem ficado mais complicado de achar o torrent certo para ver/ouvir/instalar aquele arquivo que você deseja. Procurando aqui e ali eis que encontro inúmeros blogs que colocam esses arquivos nos sites de disco virtual.
O problema é que, para acessá-los, geralmente é necessário uma ginástica de cliques e digitações de códigos, sem contar que, grande parte dos arquivos disponíveis, estão quebrados em vários arquivos menores o que faz com que o trabalho de fazer o download torne ainda mais complicado.  Além disso, grande maioria desses sites, contam com bloqueios temporizadores de ip e/ou bloqueio de download simultâneo. Esse bloqueio impede que você consigo baixar determinado arquivo em um intervalo curto de tempo entre um arquivo e outro. Já existem soluções para burlar esses bloqueios porém, ou você perde velocidade de conexão usando um servidor proxy anônimo, ou você tem que ficar desconectando toda hora da internet, inviável na minha opinão.
Foi então que descobri o JDownloader, que tem por função nada menos do que automatizar essas tarefas de clicar aqui, digitar ali e esperar tantos minutos. Seu funcionamento é super simples basta executá-lo e perceberá que ele fica no tray icon. Sempre que acessar um site para baixar algum arquivo, ao invés de clicá-lo para baixar, copie o link do download do arquivo. Desta forma, automaticamente, o JDownloader recebe esse link da área de transferência e adiciona como lista de download de arquivos, faz o teste para verificar se o link está ativo e, a partir daí, começa a fazer o download.
Você pode adicionar quantos links achar necessário a única coisa com o que você irá se preocupar é com o espaço em disco disponível. O JDownloader é feito em Java e Open Source, logo, funciona em qualquer plataforma (no meu caso Ubuntu Linux 9.10).   Além de toda essa automatização para você o JDownloader também baixa os vídeos do youtube.

Atenção este post e muito menos este blog tem a intenção de incentivar o download ilegais de arquivos, sendo assim, não me responsabilizo pelos arquivos baixados utilizando o JDownloader. Nenhum blog de dowloads ilegais ou tracker de torrent foi citado.

Melhorando o desempenho do NetBeans no Linux.

Geralmente, para quem usa NetBeans com linux, tem problemas com alterações de temas GTK. Alguns temas fazem com que os menus fiquem complicados de enxergar. Lógico que esse não é só um problema com NetBeans mas com a maioria das aplicações Java.

Justamente um tema que escolhi ocorre esse problema. Foi que tive a idéia de alterar o Look And Feel ao invés do tema do Linux. Para quem não sabe, Look And Feel é uma característica que a JVM (java virtual machine) possui que altera a forma gráfica da aplicação. Ou seja, é um tema para aplicação, um skin.

Estava utilizando o Look And Feel padrão (GTK) e alterei para o Metal.

Após reinicializar o NetBeans, fiquei satisfeito pois o problema de visualização dos menus estava resolvido, mas o que me surpreendeu é que, com o Metal, o desempenho do NetBeans melhorou consideravelmente. Chegando a ocupar quase 7Mb a menos na memória, inclusive.

Para quem deseja alterar o Look And Feel do NetBeans basta fazer o seguinte:

– edite o arquivo <path_da_instalacao_do_netbeans>/etc/netbeans.conf

– encontre a linha que inicia com netbeans_defaul_options

– encontrada a linha, adicione no final “–laf javax.swing.plaf.metal.MetalLookAndFeel” (sem aspas)

– salve e reinicialize o NetBeans.

Desconheço o motivo para a melhora do desempenho, para isso é necessário entender o funcionamento do Look And Feel na JVM. Na minha visão o skin GTK deveria ser mais eficiente pelo fato do sistema estar usando GTK para as demais janelas, mas não foi o que ocorreu.

Segue imagem com novo Look And Feel:

Ubuntu 9.10 modem 3G ZTE

Na versão 9.04 do Ubuntu coloquei neste post alguns passos necessários para o funcionamento correto.
Como de costume, fiz exatamente a mesma coisa, a diferença que foi encontrei este software que ajudou bastante.
A única coisa que me deixava irritado era a necessidade de ligar o computador com o modem conectado para ele ser reconhecido como modem e não como driver USB.
Porém hoje, quando fui instalar o Ubuntu 9.10 em um notebook Positivo, toda a instalação foi perfeita, tudo funcionou muito bem, inclusive a placa wireless que no meu Dell Vostro não havia funcionado.
Depois de tudo ok, fui configurar o modem 3g, baixei o MC Manager, executei o programa com o modem conectado no PC. O detalhe importante é que não tinha script no meu udev ainda. Não sei qual foi o motivo, cliquei no ícone do driver do dispositivo que o modem monta e ejetei. Com o MC Manager aberto percebi que após
10 segs o software reconheceu o modem, perfeito!
Foi a aí que tive a idéia de criar uma conexão Mobile no Gerenciador de Rede e, por minha surpresa (na verdade eu já imaginava que ia dar certo), a criação
da conexão foi na forma NNF (next, next e finish). O software já possuia as configurações da Brasil Telecom,  minha empresa de internet 3G, bastou apenas clicar em conectar.
A partir de agora, removi meu script do diretório udev que não permitia ser montado o driver USB assim posso conectar o modem a qualquer momento sem necessitar que o pc esteja desligado. Basta quando, aparecer o driver
do modem, clicar em ejetar e logo ele será reconhecido como um modem. A partir daí é só conectar e ser feliz!
Segue algumas telas da conexão 3g:

Próximo passo, procurar/programar um script que desmonte automaticamente o modem assim que for reconhecido. Muito provável algumas alterações no script que havia do udev irá ser suficiente.

Botões do Eclipse/Aptana, etc… no Ubuntu 9.10

Olá Pessoal!

Para aqueles que, como eu, estão tendo problemas com o Eclipse/Aptana no Ubuntu 9.10, segue a dica que encontrei neste blog.

Pode-se criar um arquivo bash com o seguinte conteúdo:

!#/bin/bash

export GDK_NATIVE_WINDOWS=1

/caminho_do_eclipse/eclipse

Dê permissão de execução:

chmod +x script.sh

Agora, ao invés de executar o eclipse execute script para utilizar o eclipse.

Outra forma de resolver o problema sem ter necessidade de criar o script basta, como root, adicionar a linha:

GDK_NATIVE_WINDOWS=1

No final do arquivo /etc/environment. E basta reiniciar o pc.

Atualização / Instalação 9.10 Dell Vostro 1310

Este post tem a intenção de mostrar minha experiência na instalação/atualização da nova versão do Ubuntu 9.10. Lembrando que uso Ubuntu desde a versão 5.04 e que já passei várias vezes por atualizações e/ou instalações de novas versões.
Tenho um pc comum e um notebook Dell Vostro 1310. Como de costume, atualizo sempre o desktop primeiro e depois o notebook, seguindo esta sequência, optei pela instalação e não atualização no meu desktop.
Como possuo minha partição home separada da partição root (/), não preciso fazer backups do meu diretório home pois esta partição sempre fica intacta.
Baixei a iso e, via USB Startup Disk Creator no 9.04, criei o “live usb” para instalação. Ao bootar com minha pendriver já me deparei com a nova tela de carregamento e já notei a primeira melhoria, muito, mas muito mais rápido mesmo o boot.
A instalação ocorreu sem problemas nenhum tudo muito rápido, em menos de 30min já tinha meu desktop todo pronto bastando apenas desinstalar o Empathy e colocar o Pidgin ;).
Outra mudança que não me agradou, além da troca do Pigdin, foi um ícone que centraliza os software de comunicação na área de notificação, já removido também.
Ok desktop perfeito! Vamos para o notebook.
No notebook a primeira opção foi a atualização para não perder muitos software que já havia instalado. Comecei o processo de atualização quando chegou no passo de adquirir os pacotes, fui dormir.
Manhã de sábado abro o note, pacotes baixados, vamos para instalação dos pacotes, instalando….
….
instalando blender….
….banheiro…
…café….
…instalando blender opa!

mexo no mouse, nada, ctrl+alt+F1(F2,F3) nada. Dedo no desligar…

…reiniciando, tela de erro que não pode montar as partições (medo)…

…reiniciando novamente agora com live 9.10, ok

e2fsck com todas opções possíveis, nada resolveu.

Ok vamos instalar do zero então.

Boot com pendriver a mesma usada para instalar o desktop:

primeiro problema: sem sinal de wireless Broadcom Corporation BCM4312 802.11b/g, aí fica aquela pergunta “Por quê as coisas deixam de funcionar em uma nova versão?”
Pôxa, coloco o meu cd do 9.04 e a minha interface de rede wireless já sai me pedindo senha, coisa mais linda, se estou atualizando, no mínimo, o que funcionava deveria continuar funcionando, infelizmente neste caso não foi o que aconteceu. Só pensando, se não tenho rede cabeada, como um usuário que compra um pc nas casas bahia vai resolver isso?
Ok rede cabeada conectada, vamos aos famosos drivers proprietários, placa de vídeo  nVidia Corporation G86 [GeForce 8400M GS] nem sinal de aparecer como sugestão para driver proprietário o driver da nvidia, só aparecia o driver da placa wireless.
Ao tentar ativar o driver proprietário da placa wireless nada acontecia, pacotes eram baixados porem voltava para a mesma tela sem estar ativado o driver.
Café para os nervos, pãozinho para alimentar…
Foi quando comia que me veio a seguinte idéia, será que não ficou guardado informações da instalação do Desktop que afetaram a instalação do note, como os drivers. Bom só existia uma forma de descobrir criar um novo boot na usb.
No desktop já com o 9.10, fui criar o boot.

– primeira tentativa, erro.

– formato a usb

– segunda tentativa, erro novamente

– pego outra pendriver

– nova tentativa, erro

Conecto na rede msn com meu pidgin e pergunto para o meu colega (Henrique EMO), cara tenta criar um boot na usb com teu 9.10 por favor e me avisa se tudo ocorreu bem. OK, respondeu ele.

– alguns minutos depois…

– não consegui dá erro.

Pronto mais uma coisa que funcionava e parou de funcionar. Fui obrigado a bootar com meu santo cd 9.04 e criar o boot na usb sem problema algum.

Ok, boot criado, voltando para instalação do note.

Ok sem wireless novamente porém todas opções, inclusive de vídeo, de drivers proprietários estavam lá. Instalação concluída com sucesso, placa wireless, enfim, funcionando e placa de vídeo também.

Próximo passo flashplugin. Abro o firefox acesso o google e simplesmente os vídeos começaram a tocar, diferente da 9.04 que precisava instalar o plugin. Mas como nem tudo são flores. Fiquei surdo? Vídeo que escolhi não tem som? Não, simplesmente o som do vídeo não funcionava, para ter certeza que não era um problema pontual do note, fui no desktop e o mesmo problema ocorreu. Pergunto novamente, o que o usuário que comprou o pc nas casas Bahia vai fazer?
Bom tive que remover o plugin existente e instalar o flashplugin da adobe. Feito isso tudo ocorreu perfeitamente.

Lógico que não troco meu Ubuntu por nada, realmente no meu caso, como usuário avançado, não tenho dificuldades de resolver os problemas encontrados. O problema é quando meus primos e amigos se queixam de que o computador com Windows deles está lento. A primeira coisa que faço é, traz para mim que eu arrumo, instalo o ubuntu e você vai ficar feliz. Realmente é o que acontece, já fiz em alguns e todos ficaram felizes, porém, o que pode acontecer se algum deles fazem a atualização?
Vão correr pra cima de mim e foi por não querer ninguém toda hora me incomodando que instalei o Ubuntu pois sei que uma vez instalado problemas não acontece.
O que quero dizer é que, talvez esse espaço de versões no Ubuntu não seja o suficiente para lançar uma versão completa ou então pouco testada. Digo isso porque, realmente não entendo, como um simples plugin que não sai som não foi percebido anteriormente.
Na minha opinião, se é para lançar assim, então não lança. Sem falar no software para criar o boot na pendriver.

Óbvio que estou no meu note com Ubuntu 9.10 tudo instalado e funcionando escrevendo este post. Fora os problemas que passei, o sistema teve grandes melhorias.
A velocidade na inicialização, o novo login muito bonito mesmo, o novo tema padrão. Sem contar que o microfone interno do note que jamais funcionou com qualquer outra versão funcionou sem problemas algum.
Eu gostei muito das propriedades do volume, mudou completamente e ficou muito melhor. O centro de aplicativos do Ubuntu ficou ótimo, fácil e útil.
Faz 3 dias que estou usando, muito provável  que encontrarei ainda muitas outras melhorias, o foco deste post é a atualização/instalação em breve farei um sobre as melhorias.

Para quem usa o amns para conversar com o pessoal do msn, a versão disponível no repositório (0.98.1) está muito boa. Só não consegui resolver o problema de codificação dos textos no aplicativo. Para mensagens não tem esse problema.

Sempre que atualizei o Ubuntu no Desktop, nunca tive problemas os problemas acontecem sempre no notebook. Sendo assim deixo a seguinte questão no ar:

Não seria interessante dar mais atenção em testes para novas versões neste tipo de equipamento visto que, atualmente, notebook está se tornando muito mais comum que os desktops?