Por que não fui no FISL 14

Toda fez que um terminava começava a contagem regressiva para o próximo FISL. Já no FISL 13, pude perceber grande queda na qualidade nas palestras, no número de visitantes e também nos estandes presentes. Essa queda na qualidade das palestras fez com que as melhores ficassem super lotadas para assistí-las, sendo necessário abrir mão de uma palestra anterior e ficar esperando na porta da sala.

Fisl-logo

Outro fato que percebi é que o Software Livre (SL) já é uma realidade, ao meu ver o FISL tinha como papel principal a disseminação do SL, hoje, graças a todo esse trabalho,  isso não é necessário. Tanto é que, no momento que estou escrevendo este post estou ouvindo uma palestra ensinando a gerar vendas através do Facebook e tem uma outra dedicada a metodologias de desenvolvimento. São palestras interessantes, só que não tem nenhuma relação direta com SL. Na grande maioria, as palestras giram em torno de ferramentas mais que manjadas de segurança, inúmeras linguagens de programação que todos já conhecem e já estão mais que consolidadas e inúmeros casos de sucessos. Por serem já consolidadas e possuírem um grande número de usuários, palestras de linguagens possuem seus eventos anuais específicos. As “novidades” giram em torno da parte mobile onde o grande foco hoje é o Firefox OS e também todo universo em volta do Arduino.

Outro ponto interessante no FISL eram os grupos de usuários. Tenho a impressão de que já não são tantos presentes como eram nas edições anteriores.

É mais que óbvio que muito da queda de qualidade do FISL deve-se ao pouco número de patrocinadores de peso no evento. Palestras interessantes e de qualidade tem um custo alto, na maioria das vezes, é necessário pagar palestrante, passagens e estadia do mesmo.

Uso muito SL e, de forma alguma, acho que o FISL deve acabar, tenho muito a agradecer por inúmeros conhecimentos adquiridos nas 13 edições que participei e também não digo que não irei mais. Acredito que o FISL ainda tem muito que mostrar só que precisa de uma reformulação.

Talvez 4 dias seja muito tempo, quem sabe reduzir as palestras e focar na qualidade das mesmas? Mudar a cidade do evento, levar o evento para outras regiões. É provável que um grande número de pessoas deixam de comparecer em função da locomoção/tempo necessário. Se você não é um palestrante patrocinado, mesmo com a data disponibilizada com bastante antecedência, locomoção, estadia e alimentação tem um custo considerável a ser levado em conta na hora de optar entre um evento genérico ou um evento específico, é comum que a pessoa opte pelo evento mais específico focado no seu interesse.

Deixo claro que tudo isso é a opinião de quem participou das 13 edições do evento, é provável que quem está chegando agora ou veio nos eventos mais recentes essa opinião seja diferente.

Fico na torcida para que o FISL volte a ser um grande evento não no tamanho e sim na qualidade que possuia. Quantidade não é qualidade.

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