Traição do movimento ou maturidade profissional?

  Depois de anos usando inúmeras versões de Linux desde o ínicio da Conectiva com seu Guarani até o Ubuntu 11.10 passando por Slackware, Red Hat, Mandrake, Debian, Suse, Fedora, etc… Nesse tempo também adiquiri alguns computadores/notebooks e, a primeira coisa que fazia, era remover o Windows e instalar a distribuição Linux que utilizava no momento.
Dessa vez resolvi arriscar com um MacBook Pro, depois de muita reluta e avaliações, estou utilizando um computador criado pelo senhor Jobs. Dá última vez que procurei um notebook para comprar, pesquisei também a possibilidade de um Mac, mas a diferença do valor falou muito mais alto.
Hoje descobri que essa diferença de valor no passado não valeu tanto a pena. O notebook(1) que adiquiri a um ano e meio atrás no valor de 2799,00 reais hoje vendi por 1100,00 reais. O Mac(2) que pesquisei quando comprei esse notebook estava custando praticamente o mesmo valor com um hardware um pouco inferior. Hoje o mesmo Mac usado conseguiria vender em torno de 1400,00 a 1600,00 reais, talvez até mais dependendo do nível Apple de dependência do usuário, digo, comprador ;).
Não é novidade para ninguém que hoje o hardware de um computador da Apple é o mesmo existente em qualquer PC e o que realmente faz a diferença é o seu sistema operacional.
O motivo que fez com que me aventurasse no “perigoso” mundo Apple se deve ao fato de ter conseguido fazer com que o Ubuntu funcionasse sem problemas em um iMac.
Fiz a instalação “bootando” a partir de um live CD, sem bootcamp removendo completamente o sistema do Jobs.
Alguns “appletards” devem agora estar se contorcendo e falando que meu ato foi um pecado mortal e blá blá blá. Ok, a vida é minha e faço o que quiser!
Após uma semana de uso de Ubuntu no iMac decidi, vou comprar um MacBook Pro. Em dois dias estava retirando o bichinho da caixa.
Não vou falar de acabamento, embalagem e etc.. porque todo mundo está cansado de saber do padrão Apple nestes quesitos. O que realmente me impressionou foi o funcionamento do sistema.
De jeito nenhum virarei um “appletard”, até porque meu celular com Android é tudo de bom. Até agora (3 semanas de uso) não penso em remover totalmente o Lion e colocar o Ubuntu.
O que descobri é que consigo fazer tudo que faço no Ubuntu utilizando o Lion. Todos os softwares (que julgo importante) que utilizo no Ubuntu, tenho no Mac, inclusive o meu TuxGuitar que uso para visualizar, criar e ouvir músicas no formato Guitar Pro. Meu editor padrão é o maravilhoso Vim. Consegui até configurar uma VPN e montar um drive remoto através de sshfs.
Lógico que ainda tem coisas que sinto falta, as vezes o Lion é meio metido e faz algumas tarefas da forma que não queria. Um exemplo é que ainda não consigo “falar” para o Safari sempre perguntar onde quero salvar um arquivo de download. Ele me obriga a definir um diretório previamente, sem chance de trocá-lo no momento do download. Talvez exista alguma forma de fazer isso, mas como novo usário Mac, ainda não consegui. Outro quesito que, inicialmente, incomoda é a falta do teclado brasileiro, apeser de logo você se acostumar.
A impressão que estou tendo até agora usando o Lion é a união do melhor de dois mundos. Ou seja, tenho (em partes) a segurança do ambiente Unix unido a facilidade de uso do ambiente Windows. Quando falo em facilidade de uso, quero dizer algo como, o Audacity não tocar (as vezes nem abrir) quando o TuxGuitar está em utilização. Alguns aplicativos de áudio fazem com que mas nenhum outro programa que usa áudio funcione corretamente. Duas vezes, estava para realizar uma twitcam no estúdio com a banda que toco. Com horário marcado para um público razoável nada de conseguir fazer o microfone funcionar no Ubuntu e as duas vezes tive que apelar para o Windows. Quando utilizava o Slackware muito tempo atrás, fazer um ambiente gráfico funcionar era uma aventura, e quando você ouvia o ruido de conexão de um winmodem funcionar adorava tudo isso. Hoje já não tenho muito saco (ficando velho talvez) para esses problemas, apesar dos problemas serem bem raros, ainda existem e, geralmente, acontecem na hora que você mais precisa.
Não, não consigo ficar sem meu Linux que me ensinou tantas coisas, ainda utilizo e muito ele, é meu principal ambiente, meu habitat e jamais deixarei de utilizá-lo e, sempre que possível,  continuarei a contribuir com a imensa comunidade que ele engloba.
A verdade é que estou ampliando meus horizontes, faz tempo que deixei de ser um xiita (sim já fui um), agora meu foco é no resultado, no usuário, não importa qual sistema operacional utilizei para chegar. Apesar de, inicialmente, direcionar os primeiros esforços no Linux e essa geralmente é a melhor opção.
E para finalizar. Sim, recomendo a compra de um notebook da Apple, o que não recomendo é, usar isso de desculpa para comprar um iPhone ou um iPad, ficar babando ovo da Apple (tornar-se um “appletard”), xingando muito no twitter porque tem instagram para Android. No caso do iPhone, existem grandes opções bem melhores atualmente no mercado, iPad chega ser ridículo a inutilidade dessa gadget. Icloud tem inúmeras opções para os sistemas operacionais mais utilizados.

 

1- Dell Studio 1450
– Intel Core 2 Duo T6600 2.2Ghz 2Mb L2 Cache – 800Mhz FSB
– 4Gb DDR3
– ATI Mobility Radeon HD M92 4500/5100 Series
– 14′ High Definition 720p WLED (1366×768) TrueLife
– 3-Watt (1.5W each) integrated speakers with SRS Premium Sound
– 500Gb SATA
– Blue-Ray Player
– Webcam 2Mp (microfones duplo)
– Wireless
– Bluetooth
– 3 portas USB sendo uma e-SATA
– 1 RJ45 (ethernet) Gigabit
– entrada para cartão SD
– 1 porta HDMI
– 1 porta VGA
– 2 entradas para fone e 1 para microfones

 

2- Macbook Pro (branco)
– Processador Intel Core 2 Duo
– Velocidade do Processador 2.0 GHz
– Bus 1066.0 MHz
– Capacidade do HD 120.0 GB
– Memória RAM 2048.0 MB
– Máximo de Memória 2048.0 MB
-Tamanho da Tela 13.0 ”
-Resolução 1280×800
-Placa de Video NVIDIA GeForce 9400M
-Memória de vídeo 256.0 MB
-Mídias Compatíveis DVD+/-RW
-Protocolos 802,11a/b/g/n