Por enquanto vou de Kubuntu!

Postado em linux, ubuntu com as tags , , , em 21 21UTC outubro 21UTC 2011 por tonismar

É, infelizmente não deu, acredito que já faz um ano que estou tentando me adaptar ao Unity e, simplesmente, não consegui.
Motivos tenho de sobra e aqui vão alguns.
1- Sou usuário de notebook e não de tablet ou netbook;
2- Tenho um sério problema, preciso ver meus aplicativos (janelas) minimizados, nunca usei a opção de auto-ocultar nos paineis. Para mim, é muito mais fácil olhar para o painel no canto inferior da minha tela e clicar no aplicativo que eu quero que seja restaurado.
3- Simplesmente o Unity é muito lento, talvez seja pela incompatibilidade com minha placa de vídeo ATI, ainda não descobri. Sem contar os travamentos.
4- A área de notificação é terrível, por que não fazer igual ao Gnome?

 

Sinceramente, o Gnome Shell me supriu as necessidades estou usando no meu desktop (que tem placa de vídeo NVIDIA) mas ele ainda possui dois problemas que não tive como solucioná-lo.
1- Incompatibilidade com o driver da placa ATI, só funciona com driver genérico e, infelizmente, mesmo assim ainda ocorre crashes.
2- Não consegui instalar a extensãoque adiciona a lista das janelas minimizadas. Pode ser desconhecimento, o fato é que não funcionou.

Depois de tantos problemas, resolvi testar o KDE, dei um sudo apt-get install kubuntu-desktop e comecei a utilizá-lo.
Assim como o meu antigo Gnome ele, simplesmente, funciona. Tem alguns probleminhas mas nenhum deles me impediu de usar, não fez perder trabalho e está bem rápido.
Tenho esperanças que o Gnome Shell ainda melhore e muito e o Unity também, mas o Unity não tem como usá-lo pois, discordo do seu propósito.

Por hora, graças a liberdade do linux,  ficarei com o KDE (kubuntu).

A linguagem não revida!

Postado em programação com as tags , , , em 24 24UTC junho 24UTC 2011 por tonismar

- Putz como odeio programar em X, nossa se você pegar isso aqui e fazer em Y é muito mais simples e fácil. Dois minutinhos está pronto.

Esse é um diálogo comum entre “programadores”, mas convenhamos programadores de verdade deveriam preocupar-se com linguagens?
Costumo comparar programadores com mecânicos ou marceneiros. Esses profissionais são contratados para realizar determinado serviço. Quando contrato um marceneiro o que interessa para mim é o resultado do seu trabalho não importando quais ferramentas ele irá utilizar para construí-lo.
Esse é o profissional, que sabe qual ferramenta utilizar no momento certo. Isso não é o que vemos por aí quando o assunto é desenvolvimento de software.
Imaginem um anúncio: Marceneiro – construo móveis com extrema beleza e qualidade, sou especialista em serrote. (WTF!!!).

Ou o anúncio: Mecânico de chave de Boca – conserto de bicicletas em geral (LOL!!)

Não fazem nenhum sentido esses anúncios, correto?
Afinal onde quero chegar?
Hoje, na maioria das empresas, os programadores são reconhecidos e, principalmente contratados, pelas ferramentas/linguagens que sabem utilizar e não pela capacidade de resolver problemas. A capacidade de saber qual ferramenta utilizar em determinada situação faz parte do profissionalismo de um programador.
Ferramentas têm suas qualidades e suas carências, cabe ao programador analisar a situação como um todo, analisar as ferramentas disponíveis e determinar qual utilizá-la.
Aí entra o valor de uma universidade bem cursada, este é o conhecimento que deve ser adquirido em um curso universitário: a capacidade de resolver problemas.
Infelizmente, não é algo fácil de encontrar atualmente nas universidades. Simplesmente porque as empresas valorizam os profissionais que sabem utilizar a linguagem X, pois hoje ela é a modinha então a universidade tem que ensinar a linguagem X porque assim mais alunos irão querer estudar lá e, mais alunos mais dinheiro.
Em função de querer estar sempre no hype presenciamos cenas interessantes como mecânicos utilizando alicate para parafusos e chave de fenda para cortes. O pior é quando um mecânico “mais atualizado” diz para os outros mecânicos que devem usar alicate pois alicate é bom, fácil e prático só que, lá no meio do desenvolvimento do problema, descobre que existe um parafuso e o alicate não consegue parafusar. Lá se vão horas de trabalho pensando em como fazer um alicate parafusar ou então começar a usar o alicate versão alpha pré que já vem com uma chave de fenda no cabo mas ainda ninguém testou em ambiente de produção e podem gerar inúmeros problemas na cabeça dos parafusos pois a bitola da chave é única.
Certificações nada mais são do que ensinar alguém a ser o melhor serrador que existe, porém quando aparece algo para ser parafusado, lá se vai a certificação.
O melhor programador que conheço não é conhecido pela linguagem que programa e sim pelo seu incrível trabalho realizado, Linus Torvalds e o  sistema operaciona Linux.
Acredito que este é o ponto que diferencia empresas como a Google de outras, para trabalhar lá não é necessário ser bom na linguagem X, o conhecimento delas é suficiente, mas sim ser um ótimo solucionador de problemas.
Então você decide, ou aprende a linguagem hype que todos os “programadores” usam com um sistema operacional hype, ou aprende a resolver problemas independente da linguagem ou ferramenta a utilizar.

Novo Ubuntu: Unity ou Gnome?

Postado em dell, linux, ubuntu com as tags , , , , , em 30 30UTC abril 30UTC 2011 por tonismar

  A última versão (11.04) do Ubuntu foi lançada. Dentre as novidades e mudanças a principal é a alteração do desktop padrão Gnome para o Unity.
Tenho usado o Ubuntu desde a versão 6.04 e, de todas as novas versões, essa é a que mais me afetou.
Cheguei a pensar que o Ubuntu não estaria mais adequado ao meu perfil de usuário. Não que isso seja um problema no Ubuntu mas sim uma opção minha.
Existem mudanças que ainda vão me fazer arrancar alguns cabelos tais como:
- a remoção dos tty1, tty2, ttyn através dos atalhos ctrl+alt+Fn. Geralmente quando tinha problemas com o X apenas acessava um desses terminais e reiniciava o serviço GDM. Hoje ainda não sei como resolverei sem ter que reiniciar o computador.
- remoção da aba de efeitos nas configurações de aparência do Gnome, caso opto por ele ao invés do Unity;
Por essas e outras mudanças comecei a reclamar muito utilizando e testando sozinho essa nova versão. Foi quando parei e pensei:
-Você agindo como um usuário Windows tentando utilizar o Linux, reclamão e preguiçoso e isso é errado!
O Unity é diferente e muito do habitual Gnome, mas se continuar usando Ubuntu então vou teimar (tentar) no Unity. É óbvio que ele tem muito o que melhorar, não creio que esperar essas mudanças seja o ideal, pretendo estar ágil neste ambiente quando essas mudanças chegarem.
Espero que tenha, no Unity, o retorno da produtividade que tenho com o Gnome o quanto antes, isso fará com que possa focar na exploração  das opções de configurações que, em algum lugar, devem existir :) .
Acredito que mudanças sempre virão acompanhadas de muitas críticas, positivas ou não. Só espero que essas críticas sejam bem aproveitadas pelo pessoal da Canonical.
A única mudança que, na minha opinião, não é aceitável é a estabilidade e o desempenho em relação ao hardware. Esses devem ser preservados ou melhorados, jamais deixados de lado em função de design ou qualquer outro motivo.
Faz um dia que uso o Unity, por enquanto tudo bem.

Gnome Vs Unity

Postado em linux com as tags em 20 20UTC fevereiro 20UTC 2011 por tonismar
Gnome Vs Unity

Atualmente existe muito barulho em relação a nova interface do Ubuntu, o Unity. Essa será a inteface padrão na próxima versão 11.04 do Ubuntu. Sinceramente ainda não consegui encontrar motivos para tal alteração. Sei que grande ganho dessa interface são em Netbooks, correto. Os Netbooks tem como uma de suas características hardware modesto, principalmente na placa de vídeo.
Como tudo que é novo no Ubuntu, fui testar o Unity e, simplesmente foi lastimável, possuo um notebook Dell Studio com 4Gb de ram, processador Intel Core 2 Duo e uma placa de vídeo ATI Mobility Radeon HD 4500 Series 512Mb dedicada. Não é uma configuração top porém consigo ,com este notebook, assistir filmes em Blu-Ray sem problema algum.
Foi quando tive a decepção de ver o Unity simplesmente engasgado no meu note. Sinceramente acho o Unity bonito, prático e gostaria de usá-lo (quando for possível auto-ocultar a barra lateral) mas nestas circunstâncias é impossível.
Existe também a versão 2d, funcionou normalmente sem engasgos algum mas sem efeitos nenhum também.
Tenho amigos que usavam a versão Netbook 10.04 e estavam felizes com a velocidade do sistema no computador deles com relação ao Windows. Eles atualizaram para versão 10.10 e já recebi inúmeras reclamações com relação ao desempenho. Meu conselho para eles foi usar a versão desktop padrão do Ubuntu (Gnome).
Espero que esse problema tenha sido solucionado até o lançamento da próxima versão do Ubuntu.
Abaixo segue um vídeo do Gnome e do Unity rodando no meu note. Note que não consigo fazer praticamente nada no Unity, mal consigo acessar a barra lateral pois o mouse está totalmente engasgado.
Como usuário e participante da comunidade sempre estarei testando o Unity a cada atualização que receber e qualquer alteração no desempenho adicionarei neste post.

Segue o vídeo:

iPad? Não, obrigado!

Postado em linux com as tags , , em 21 21UTC janeiro 21UTC 2011 por tonismar

Neste post pretendo explanar o motivo pelo qual não pretendo “adiquirir” um iPad. Desde o  lançamento do iPhone 2g venho percebendo uma certa atitude da Apple que vem fazendo com que eu mais me distancie dela.

Para explicar meu ponto de vista imaginemos o seguinte cenário:

A empresa Watermelon constrói um software para locadora (adoro esse exemplo). O sistema, na sua versão 1.0, possui as funcionalidades básicas: CRUD obra, aluguel, devolução, CRUD cliente.

Durante a fase de análise da versão 1.0 foi questionado a possibilidade de adicionar a funcionalidade “reservar filme”. Após reuniões foi decidido que esta funcionalidade não iria na versão 1.0 e assim foi lançado o sistema.

Após inúmeras locadoras estarem utilizando o programa, usuários começaram a solicitar e perguntar sobre como lidar com o sistema quando se tratava de reserva. Visto que a quantidade de solicitações de usuários interessados nessa função a empresa então adicionou está funcionalidade ao sofware e o lançou na versão 2.0.

Na versão 1.0 o custo do produto era de 5.000,00 reais agora na versão 2.0 o software custará 5.500,00 reais. O detalhe interessante é que não existe atualização, quem pagou 5.000,00 pela versão 1.0, se quiser usufruir da nova funcionalidade terá que comprar a versão 2.0 no seu valor integral.

Lógico que este exemplo é um absurdo ainda mais tratando-se de software, seria o fim da empresa em Watermelon.

Porém, todo esse absurdo descrito acima, na minha opinião, é o retrato das atitudes que a Apple vem executando. Discordo totalmente dessa “estratégia” de lançar um produto carente de recurso básicos que, sem dúvida, foram previstos no desenvolvimento inicial.

Como uma empresa que investe tanto nos seus produtos lança algo carente desses recursos? A responta é simples: levar vantagem do hype que existe quando esses produtos são lançados.

Analisei bastante a real utilidade do iPad e não consegui achar vantagem em relação a um netbook. Como todos já estão cansados de saber, não possui leitor de cartão, webcam, etc… Não há motivo para pânico a próxima versão virá com algum desses recursos e teremos, novamente, todo o hype de lançamento e lá vão os appletards para a fila meia-noite para comprar novos iPads, agora com webcam. E assim como o exemplo esdrúxulo acima, você não pode “atualizar” seu iPad antigo tem que comprar um novo pagando o valor integral dele.

Não questiono aqui a qualidade e beleza dos produtos da Apple só não encontrei uma relação custo/benefício do produto incluindo ainda a carência dos recursos básicos acimas citados. A não ser que para você Status seja benefício.

E sim, se eu ganhasse um iPad aceitaria e usuaria porque, neste caso, a relação custo/benefício o custo é zero.

 

Criando uma distro personalizada com Remastersys.

Postado em linux, ubuntu com as tags , , , , , em 2 02UTC setembro 02UTC 2010 por tonismar

Estava precisando criar uma solução completa para a distribuição de um dos sistema da empresa a qual trabalho. Esse sistema precisa de um ambiente completo,  ou seja, um conjunto de aplicações e configurações necessárias para o mesmo ser utilizável.

Dentre minhas pesquisas do Google encontrei o Remastersys. Com esta ferramenta é possível criar uma imagem ISO personalizada para distribuição (meu caso) ou mesmo um backup instalável do seu sistema, exatamente como ele se encontra.
Além de ser o SO personalizado e instalável, esta imagem, é também um live CD/DVD o qual é possível testar antes de instalar efetivamente no computador.
Para criar uma ISO personalizada segui os seguintes passos:
- adicionar o link do repositório do remastersys no seu sources.list:
$ sudo echo “deb http://www.geekconnection.org/remastersys/repository karmic/” >> /etc/apt/sources.list
Este mesmo repositório funciona para o Ubuntu 10.04 (Lucid). Aqui também vale um atento, para o Ubuntu com grub2 (Karmic em diante) é necessário a versão 2.0.13-1 do remastersys caso contrário adicione o repositório de uma versão mais antiga existente no site do projeto.
$ sudo apt-get update && sudo apt-get install remastersys
Após a instalação você pode ir ao terminal e digitar:
$ remastersys
serão exibidas as opções possíveis de utilização. Dentre as existentes, para solução que desejava, utilizei as:
- remastersys dist cdfs: esta opção cria no diretório /home/remastersys/remastersys um sistema de arquivo completo para distribuição em CD/DVD.
- remastersys dist iso custom.iso: esta opção cria a imagem (custom.iso) baseado no sistema de arquivos criado na opção anterior.
Não é necessário executar a primeira opção sempre que desejar fazer uma iso do sistema, esta opção é interessante para fazer algumas personalizações (papel de parede, fundo do menu inicial da iso, etc…) na iso quer será gerada. Após o término da execução do segundo comando existirá o arquivo custom.iso no diretório /home/remasatersys/remastersys.
Algumas observações:
- o arquivo não precisar ser nomeado custom.iso, pode ser qualquer nome .iso;
- o funcionamento é simples quando usa-se o Ubuntu Desktop, com o Ubuntu Server, que não possui interface gráfica e nem a opção de live cd por padrão, pode-se encontrar alguns problemas de percursso.
- sugiro utilizar o VirtualBox para criar o ambiente limpo somente com as aplicações/configurações necessárias para a iso a qual deseja criar.
Referências:
http://www.geekconnection.org/remastersys/
http://www.virtualbox.org/

E mais um FISL se foi

Postado em evento, linux com as tags , , , , em 26 26UTC julho 26UTC 2010 por tonismar

E mais um Fórum Internacional do Software Livre chega ao final. Como todo ano, houveram palestras para todo os gostos, umas de ótima qualidade e outras nem tanto. Não gosto de criticar palestras e nem palestrantes pois, acho um ato de muita coragem se colocar a frente de um  grupo de pessoas, em sua grande maioria muito bem qualificada, sujeito a ser “massacrado” por expor o conteúdo que propôs. Quanto aos stands, percebi a falta de inúmeras empresas que vinha acompanhando o FISL anos e que não estavam presente. Das palestras que assisti a que mais me chamou atenção foi sobre testes usando Django com o Adriano Petrich. Foi uma palestra dinâmica com início meio e fim, muito bem estruturada, de conteúdo claro e muito bem explicado. O palestrante mostrou que dominava o assunto expondo suas opiniões a respeito do conteúdo e explicando o motivo destas opiniões. O ponto negativo da palestra é a falta de educação de pessoas que preferem ficar batendo papo ao contrário de ouvir o conteúdo sendo transmitido.

Apesar de assistir apenas ao último dia do mini curso Ruby on Rails percebi, também, um ótimo domínio do palestrante e a palestra fluiu muito bem. Outra palestra interessante foi sobre a escolha de ferramentas (frameworks) certa para uma determinada tarefa. Na realidade esta palestra não agregou muito, todo bom desenvolvedor sabe que existem ferramentas ótimas para realizarem determinadas tarefas enquanto que estas mesmas ferramentas não são as mais indicadas para outras. A palestra foi boa para atualizar quais as ferramentas estão sendo usadas atualmente.
Um fato que talvez deva ser levado mais em conta na hora de montar a grade do FISL 12 é com relação aos títulos das palestras. Muitas palestras que assisti o título não deixava claro o conteúdo da palestra, esta última citada acima é um bom exemplo. O nome da palestra era “Como ganhar dinheiro com Python.” enquanto que na realidade o foco não foi em dinheiro e sim qualidade/tempo e também não só em python. Acredito que uma maior atenção nos títulos fariam com que diminuisse o número de pessoas que reclamam de palestras.
Em resumo, como sempre, o FISL foi muito bom e já deixa saudades, o pessoal é sempre muito animado e companheiro apesar de ter um número menor de inscrito não senti diferença com relação a quantidade ao público nas palestras/stands tirando o primeiro dia que a área de stands não estava liberada.
E que venha FISL 12!

Usando Synergy para compartilhar teclado e mouse

Postado em ubuntu com as tags , , , , , em 18 18UTC junho 18UTC 2010 por tonismar
A revista INFO publicou uma ótima dica para compartilhamento de periféricos entre computadores. Dentre os softwares citados o que chamou mais atenção foi o Synergy. Com ele consegui compartilhar o teclado e mouse entre notebook e desktop de forma simples e rápida. É comum utilizarmos a saída VGA do notebook plugando um monitor e “alongando” a área de trabalho. Particularmente, não gosto dessa forma pois, ter que gerenciar a disponibilidade das janelas entre um monitor e outro é um tanto chato.
No Synergy consegui fazer o inverso, compartilho mouse e teclado de forma transparente entre os dois computadores. Para isto basta fazer o seguinte:

Em ambos computadores digite: sudo apt-get install synergy

Após instalação você terá dois aplicativos synergyc (client) e synergys (server).
No computador que será o server crie um arquivo chamado synergy.conf. Você pode salvá-lo em qualquer lugar, para efeito de padronização coloquei o meu em /etc/synergy.conf.
O conteúdo do arquivo deve ser:

section: screens
screen1:
screen2:
end
section: links
screen1:
right = screen2
screen2:
left = screen1
end

Screen1 e screen2 devem ser substituídos pelos respectivos hostname de cada computador. Para iniciar o servidor basta digitar: synergys -f –config /etc/synergy.conf. A opção -f é o modo verbose e serve para verificar se a configuração está correta. Se a configuração estiver ok ela pode ser suprimida. Agora no computador cliente digite: synergyc -f hostname-servidor. A opção -f tem o mesmo efeito que no servidor.
Se tudo ocorreu bem, quando o mouse chegar a extremidade do monitor de um pc ele irá automaticamente “aparecer” no outro pc. Neste momento o teclado também estará disponível para o outro computador. (vídeo abaixo).

Esta forma de compartilhamento considero mais vantajosa pois não deixa um computador ocioso, usufruo de todos recursos disponíveis de forma rápida e transparente.
Vale uma observação, no meu ambiente, tanto meu notebook quanto meu desktop possuem o mesmo usuário com a mesma senha e não precisei utilizar o usuário root (sudo) para iniciar os compartilhamentos, porém, ao executar em um ambiente com usuários diferentes, o compartilhamento só funcionou através do usuário root (sudo).
Outra observação, as máquinas devem se reconhecer na rede via hostname, se você não tem um servidor de dns interno que faça isso, basta adicionar no arquivo /etc/hosts de cada pc o ip e o hostname referente de cada computador. Para testar se as máquinas conversam entre si via hostname, execute um ping passando como parâmetro o hostname ao invés do ip da máquina.

Ex.: ping screen1

Pelo pouco que li no site oficial, perecebi que esta é apenas umas das muitas outras utilidades do Synergy, vale a pena testar novas configurações.

FISL 11 aí vou eu!

Postado em linux com as tags , , , , em 5 05UTC maio 05UTC 2010 por tonismar

Mais um ano se passou e o FISL já está batendo na porta e mais uma vez estarei lá. Não perca tempo e faça sua inscrição.

Aguardo você lá!

Primeiras Impressões Ubuntu 10.04 (Lucid Lynx)

Postado em linux, ubuntu com as tags , , , em 25 25UTC abril 25UTC 2010 por tonismar

No final de Abril será lançado oficialmente o Ubuntu 10.04 cujo nome é Lucid Lynx (LTS), apesar disso já é possível atualizar sua versão antiga para esta que está no forno. Foi exatamente o que fiz. Como muitos já leram em diversos blogs, existem inúmeras mudanças destacadas. Comentarei aqui as mudanças e novidades que me chamaram a atenção.
A principal mudança, inclusive a que me fez atualizar antes mesmo do lançamento oficial, foi a sincronização com o iPod Touch (iTouch). Após atualizar a minha antiga versão só tive que conectar o meu iTouch e, ao contrário da versão anterior que nada acontecia além de montar o driver de fotos, o Ubuntu já me questionou se desejava executar o Rhythmbox. Aceitando a sugestão, todas músicas do meu iTouch já estavam disponíveis no software. Selecionei minha biblioteca de músicas do computador e arrastei um albúm qualquer para o meu iTouch listado como media removível. No mesmo instante o display do iTouch exibiu que existia uma sincronização em progresso, “works like charming”. Sincronização terminada fui verificar se as músicas, assim como a capa do álbum estava disponível no iTouch. Pronto! Só com esta novidade ganhei 4Gb de espaço no HD do meu notebook excluindo a máquina virtual do Windows que usava apenas para sincronização com iTunes.
Outra novidade é o novo tema, muitíssimo bonito! Junto com o tema uma mudança que ouvi falar tanto bem quanto mal foi a mudança da posição dos botões de minimizar, maximizar e fechar as janelas. Assim como no Mac OS eles estão do lado esquerdo agora. Confesso que, de imediato, incomodou um pouco até que, certo dia que estava utilizando a versão 9.10 no trabalho, descobri a real finalidade, na minha opinião, desta troca de lado dos botões. Não sei com vocês mas, inúmeras vezes comigo, as notificações atrapalhavam a utilização desses botões pois ficavam exatamento no que eles na vesão antiga.  Utilizando os botões do lado esquerdo isso não acontece, justamente por isso, na empresa, onde não atualizei meu SO ainda, já troquei a posição dos botões para esquerda também. Não sei se foi esse o motivo que o pessoal do Ubuntu alterou a posição dos botões mas esse motivo que descobri justifica sem dúvida.
Falando em notificações, esta é uma outra mudança ocorrida, MyMenu onde ficam todas as notificações de mensagens instantâneas (msn, gtalk, jabber, etc…) e de broadcasting (twitter). O programa padrão de mensagem instantânea, desde a versão anterior, é o Empathy e para twitter é o Gwibber. O Gwibber, da versão anterior para essa nova melhorou muito mas ainda não é o meu preferido, até tentei utilizá-lo por algum tempo logo que atualizei porém, um recurso muito interessante que a maioria dos outros clientes possuem e que não encontrei no Gwibber é o envio de imagens. Não visitei o site do projeto mas acredito que seja algo programado para futuras versões. Outro deficiência, esta já não sei se é do Gwibber ou do sistema novo de notificação por ser uma versão candidata ainda, é que o Gwibber só notificava mensagens que continham @tonismar (meu twitter). Perguntei para algumas pessoas que já estão usando a mesma versão e eles não tiveram esse problema. Já o Empathy como cliente de mensagem instantânea deixa bem mais a desejar pois, querendo ou não, a maioria dos meus contatos ainda usam o programa de mensagens instantâneas do Windows, messenger. A compatibilidade do Empathy com este protocolo é bem precário, não é possível nem mesmo enviar arquivos para seus contatos. Seria interessante a comunidade mirar seus esforços para melhorar essa compatibilidade.
Notei uma melhora na velocidade de Boot considerável também.
Porém, algo que realmente me incomoda e que ainda nesta versão não houve nenhuma melhora, é a lentidão irritante do Nautilus. Possuo uma biblioteca de músicas considerável, também possuo uma considerável lista de filmes e séries. Com Nautilus, simplesmente não consigo acessar esses diretórios, o Nautilus fica tentando até que o processo do Nautilus morre. Minha solução atualmente é utilizar o Thunar como substituto no gerenciamento de arquivos. Ele realiza muito bem esta tarefa é muito rápido. Fica a dica.
No geral estou contente, como sempre, com esta nova versão do Ubuntu, lembrando que estou usando uma versão ainda não oficial e não tive problemas. Diferente das vesões anteriores onde sempre esperava uma ou até duas semanas para atualização desta vez me adiantei. Parabéns mais uma vez para a comunidade, só lamento não ter auxiliado na tradução com fiz em versões anteriores, ando meio ocupado, porém para o 10.10 pretendo participar mais.

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